Neurociências: O cérebro e sua capacidade

09 de Janeiro de 2015 - 15h38

Há alguns meses recebi o convite para escrever, a cada mês eu penso: "O que escrever?". Vira e mexe e lá estou eu, registrando meus artigos que acabam sempre com o mesmo tema de fundo. Dizem que o que não se parece com o dono é roubado. Concordo, uma vez que a nossa boca fala daquilo que o coração está superlotado. Um sentimento natural persiste e, faz o desejo de falar sobre uma estrutura complexa, que é o ser humano, aflora e fala mais alto. Assim sendo, aqui estou novamente falando sobre a incrível e fascinante fiação humana.

Cada cérebro é um cérebro, mas segundo os "especialistas", em modo geral, somos afetados de forma semelhante por determinadas experiências. Existe um processo idêntico, pelos quais todos passam, quando algo acontece. Uma sequência de eventos que ocorre quando nos apaixonamos, uma maneira tradicional como resposta a uma rejeição afetiva, um modo unificado de como quase toda pessoa normal reage ao nascimento de um filho, a falta de reconhecimento ou ao desemprego, ou luto, por exemplo. Podemos observar a olhos nus, como as dificuldades de criar filhos abalam os pais, os reflexos e dificuldades que vem com a idade e, assim por diante. Estes mesmos especialistas recomendam confiantes, vários caminhos para voltar ao equilíbrio emocional.

É preciso entender que cada pessoa tem um estilo próprio, uma impressão digital única, da mesma forma, cada um de nós tem um emocional distinto. Por exemplo: algumas pessoas sentem resiliência diante do estresse, enquanto outras desmoronam. Estas últimas sentem-se ansiosas, deprimidas ou paralisadas quando deparam com adversidades, que nada mais é, do que as respostas de memórias gravadas ao longo da vida nos mais ou menos 100 bilhões de células nervosas, com seus 100 trilhões de interconexões que compõe o cérebro humano. O cérebro humano é o fenômeno mais complexo conhecido no universo.

Atualmente nas neurociências, sobretudo nos Estados Unidos e, também perto da Europa e Japão, transformaram as clássicas "pequenas ciências" em uma indústria importantíssima, que contrata grandes equipes de pesquisa, envolvendo bilhões de dólares do governo, incluindo a ala militar e a indústria farmacêutica. A consequência disso é que antes se constituía campos díspares como: anatomia, fisiologia, biologia molecular, genética e comportamento e, que agora estão compreendidos pela neurobiologia.Entra aí o termo mais abrangente: "as neurociências". Embora os cerca de 30 mil pesquisadores que se reúnem todo ano nos vastos congressos da American Society for Neuroscience, organizados nos maiores centros de conferenciados Estados Unidos, estudem o mesmo assunto, "o cérebro, suas funções e disfunções" eles ainda o fazem em muitos níveis diferentes e com diversos paradigmas, problemáticas e técnicas diferenciadas.

Portanto, a contribuição para as neurociências vem da genética, a identificação dos genes associados tantos com as funções mentais normais, como aprendizado e memória, quanto às disfunções que acompanham problemas como depressão, esquizofrenia e mal de Alzheimer. Não é de se admirar então que, ao percebermos quem somos, é possível nos inebriarmos com o poder extraordinário do hardware instalado dentro de cada um, com capacidade infinita para acessar a natureza do seu próprio eu. No exato momento em que esse estado é alcançado, as funções dos mais 100 bilhões de células nervosas, com seus 100 trilhões de interconexões entram em ação e, é nesse momento que o verdadeiro sentido de estarmos aqui, a experiência terrena se concretiza e, podemos então cumprir a nossa missão plenamente e sermos felizes de fato.

"Conhece-te a ti mesmo e conhecerá o Universo e os Deuses"
(Sócrates)

Dirhce Maria
Graduada em Naturopatia pela Universidade Jean Monnet Itália/Ubotanicae - Lisboa, Portugal. Especialização em Microsemiótica Irídia. Master Flor de Íris e Biografia Humana. Especializanda em Neuroaprendizagem.